Agora é o momento de falar um pouco sobre a história do WordPress. Preparamos uma linha do tempo que vai desde seu surgimento até as novidades das suas mais recentes versões.

A origem de tudo

O WordPress começa a partir da interrupção de um projeto chamado B2 Cafelog, que era uma plataforma para desenvolvimento de blogs.

Esse projeto se iniciou em 2001 e foi abandonado em 2003, mais precisamente no dia 27 de maio, quando começou o WordPress (na versão 0.7).

Portanto, o WordPress é uma variação do extinto B2 Cafelog. Seus fundadores são Matt Mullenweg e Mike Little.

Lançamento da versão 1.0 em 2004

Versão 1.0 do WordPress
Versão 1.0 do WordPress

Menos de um ano após seu lançamento, o WordPress apresentava sua versão 1.0.

Nela, foram desenvolvidos recursos que são úteis até hoje, como a instalação simples e rápida, moderação de comentários e a criação de URLs amigáveis.

Ainda em 2004, veio o lançamento da atualização 1.2, que permitiu a chegada e o suporte aos plugins.

A chegada da Automattic e do WordPress.com

A Automattic foi uma iniciativa comercial criada em 2005 por Matt Mullenweg e dela surgiu o WordPress.com.

A empresa tem, hoje, uma estrutura que oferece suporte e hospedagem aos sites desenvolvidos sobre a plataforma WordPress.com.

No começo, a ideia era ampliar o mercado que estava restrito ao uso do código fonte e começar a gerar lucro.

O desenvolvimento das versões 1.5 e 2.0

Essas duas versões se destacam pela quantidade de novidades que trouxeram ao sistema.

Na 1.5, lançada em fevereiro de 2005, foram agregadas as funcionalidades de temas e páginas estáticas.

Essa separação entre design (templates) e funcionalidades (recursos nativos da plataforma) fez do WordPress uma oportunidade de negócio para muitos desenvolvedores e designers.

Muitos deles passaram a monetizar suas atividades com a comercialização de temas personalizados para os sites.

Já a versão 2.0, lançada em dezembro de 2005, adicionou o upload de imagens, revisão dos processos administrativos internos (back end) e aumento na velocidade do sistema.

Versão 2.0 do WordPress
Versão 2.0 do WordPress

Versão 2.0 do WordPress

As mudanças da versão 2.0 para a 3.0

Entre as versões 2.0 e 3.0, passaram-se 5 anos e 9 atualizações que melhoraram (e muito!) o WordPress.

Por isso, resolvemos resumir essas modificações citando as principais:

  • Inclusão do sistema de tags;
  • Criação dos diretórios de plugins e de temas;
  • Suporte para widgets;
  • Adição de corretores ortográficos, salvamento automático e uma lixeira para os arquivos excluídos;
  • Inserção dos alertas de atualizações;
  • Inclusão de temas e plugins já na instalação;
  • Modificações no design da plataforma.
Versão 3.0 do WordPress
Versão 3.0 do WordPress

As vulnerabilidades do sistema

Nos anos de 2007 e 2008 o WordPress sofreu com duros ataques à sua segurança.

O destaque negativo foi para a versão 2.1.1, que ficou vulnerável à inserção de códigos maliciosos que prejudicaram grande parte de sua base de blogs.

O problema foi reconhecido pelo próprio WordPress, que lançou rapidamente a versão 2.1.2.

Em 2011, conforme noticiado pelo UOL, o sistema voltou a ter problemas relacionados à segurança. Nesse caso, viu-se uma ameaça nos códigos de três plugins populares do WordPress: AddThis, WPtouch e W3 Total Cache.

Quem tinha acesso ao fórum do WordPress e às comunidades que hospedam plugins e temas teve que mudar suas senhas.

Além disso, a atualização dessas extensões não foi indicada até que os problemas fossem resolvidos.

Desde então, o WordPress tem intensificado a correção de bugs e a proteção aos seus milhões de usuários pelo mundo e se tornaram raros os casos de falhas como essas.

As novidades que levaram até a versão 4.1

Entre 2011 e 2014, anos em que a plataforma saiu de sua versão 3.1 para a 4.1, o WordPress passou por uma fase de amadurecimento no sistema e crescimento no mercado.

Ele se tornou o principal CMS no mercado e, nesse período, agregou diversas novidades, como:

  • Inserção do administrador de mídia;
  • Inclusão do upload de áudio e vídeo;
  • Personalização de temas e cabeçalhos;
  • Possibilidade de atualizar o sistema automaticamente;
  • Adaptação do dashboard para outros tamanhos de tela (design responsivo);
  • Redesign da plataforma;
  • Edição de imagens;
  • Suporte ao HTML5.

A aquisição do WooCommerce em 2015

Outro marco na história do WordPress foi a compra do WooCommerce, que passou a se tornar um plugin da plataforma.

Essa aquisição marcou a entrada do WordPress no mercado de temas e desenvolvimento de e-commerces, passando a incomodar os grandes do setor, como Magento e Shopify.

O WordPress atualmente

Versão 4.7.2 do WordPress
Versão 4.7.2 do WordPress

A plataforma segue com suas atualizações e modificações que tornam a vida de seus usuários cada vez mais fácil.

A maioria das novidades está ligada a uma melhoria na rapidez, personalização, usabilidade e segurança da ferramenta.

Alguns exemplos de mudanças no sistema são as telas de pré-visualização quando se insere um novo tema, os rascunhos de textos e os cabeçalhos de vídeo.

Qual a diferença entre WordPress.org e WordPress.com?

Já falamos sobre funcionamento, vantagens e história. Agora está na hora de explicar as diferenças de cada uma das formas de uso do WordPress.

De início, pode causar certa confusão saber que há duas versões do sistema, mas você vai descobrir qual é o propósito de cada uma, e qual faz sentido para o seu caso.

WordPress.org

Apenas recapitulando, o WordPress.org é o site comunitário em que você pode fazer o download do software e do seu código aberto para instalar em outros servidores.

Isso significa que você já precisa ter um domínio registrado e um servidor contratado para hospedar seu site em WordPress.

Como o uso do código é livre, você pode editá-lo e customizá-lo à sua maneira. Além disso, é possível utilizar todos os plugins, temas, idiomas e outros recursos sem qualquer tipo de limitação.

Essa questão da limitação talvez seja o grande diferencial entre os dois formatos de uso do WordPress.

Você entenderá isso melhor no próximo tópico.

WordPress.com

WordPress.com é um serviço de hospedagem de sites com o software do WordPress.

Você pode se cadastrar gratuitamente e ter um site com o domínio meusite.wordpress.com ou pagar para ter um domínio personalizado e mais alguns recursos.

Nesse modelo, você não precisa ter hospedagem e nem domínio registrado para começar. No entanto, há uma série de limitações que limitam o uso, como:

  • Impossibilidade de usar temas personalizados (apenas os disponibilizados pelo WordPress);
  • Personalização mínima nas formas como os links são apresentados;
  • Impossibilidade de monetizar o blog ou site (ou somente se contratar os dois planos mais caros);
  • Exibição de anúncios do WordPress;
  • Marca e slogan do WordPress no rodapé do site;
  • Impossibilidade de editar o código fonte;
  • Limitação no espaço de armazenamento nos planos gratuitos e mais baratos.

Qual é o melhor modelo?

Isso depende do seu objetivo.

Projetos mais robustos, e-commerces e sites maiores necessitarão do WordPress.org.

Pela possibilidade de personalização e uso livre do código fonte, o .org desponta como uma alternativa interessante.

Ela requer que outros investimentos sejam feitos, como em hospedagem e registro de domínio.

Ainda assim, esse modelo vale muito a pena se você quiser extrair o máximo do software e ter o mínimo de limitações.

No entanto, se você pretende tocar um projeto mais pessoal e não muito voltado para a monetização, o WordPress.com pode ser a melhor escolha de CMS.

Essa versão é indicada para o público que quer um site ou blog básico, porém com alguns recursos.

Tudo dependerá dos objetivos e realidades de cada pessoa ou empresa que quer ter seu site hospedado ou gerenciado pelo WordPress.

Como começar?

Como instalar o WordPress.org?

Há duas maneiras de começar no WordPress.org: instalando automaticamente via servidor ou manualmente.

Antes de falarmos sobre elas, existem algumas configurações que o WordPress exige como requisitos mínimos:

  • Servidor baseado em UNIX/Linux (servidores Microsoft podem limitar o uso da plataforma);
  • PHP versão 7ou superior;
  • MySQL versão 5.6 ou superior (também pode ser MariaDB versão 10.0 ou superior);
  • Memória para o PHP de pelo menos 64 MB (Somente para o software WordPress, sem plugins adicionais).

A forma automática até dispensa qualquer tipo de explicação, pois cada serviço de hospedagem tem a sua.

De modo geral, basta preencher os dados solicitados pelos serviços de hospedagem. O resto é por conta deles.

Veja como as instalações ocorrem no HostgatorUol Host e KingHost.

Instalação manual

Como instalar WordPress.org

Para começar, acesse o site WordPress.org e baixe o pacote de dados da plataforma. O arquivo tem quase 12MB.

Logo após, vá até seu servidor web (Hostgator, KingHost ou outros) e crie um banco de dados para o WordPress. O usuário desse banco de dados precisa ter todas as permissões de acesso e modificação.

Depois, basta copiar e renomear o arquivo wp-config-sample.php para wp-config.php.

Abra o arquivo wp-config.php em um editor de texto (como Notepad ++ ou TextEdit) e preencha seus dados de banco de dados.

O texto aparecerá de forma parecida com da imagem a seguir:

Código para instalação do WordPress.org

Você deve trocar o ‘nomedoBD’ pelo nome do Banco de Dadoscomo ‘wordpress’. Assima linha ficaria:

define(‘DB_NAME’, ‘wordpress’)

O valor ‘usuarioMySQL’ pode ser modificado por ‘seunome_wordpress’.

Já ‘senha’ deve ser alterada para ‘minha_senha_super_secreta” (sempre usando o underline em vez de espaços).

Por último, o valor ‘localhost’ deve ser trocado pelo host do seu servidor MySQL. Esse é um dado que dificilmente é modificado.

Entretanto, para garantir que você não venha a preencher errado, pergunte ao suporte técnico do seu servidor o valor certo do ‘DB_HOST’.

Todo esse trabalho vai servir para gerar seu login e senha secreta de autenticação.

Pensou que acabou? Não! Tem os dois últimos passos ainda:

  1. Leve os arquivos do WordPress para o local desejado no seu servidor;
  2. Execute o WordPress por meio do seu script de instalação. Para isso, acesse http://seusite.com/wp-admin/install.php ou http://seusite.com/blog/wp-admin/install.php caso tenha instalado a plataforma somente em um blog à parte do site.

Para quem não está muito acostumado com essas ações, a instalação do WordPress pode parecer complicada. O caminho automático, dessa forma, pode ser uma opção mais viável.

FONTE DA MATERIA: ROCKCONTENT

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